É o seguinte... tá bem?

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sábado, dezembro 30, 2006

Para minha Bela, sempre Bela

O que se pode desejar de Ano Novo a alguém a quem tanto se ama?
Toda a felicidade do mundo, toda a saúde do mundo, toda a sorte do mundo, todo o sucesso do mundo, todo o amor do mundo...
nada disso é suficiente para a minha Estrelinha!

Para você, minha querida do coração, eu daria o infinito neste ano novo. Mas já que não tenho o infinito para te dar, te dou todo o meu amor, que é o maior do mundo.

Muitos beijinhos e feliz 2007!
Mamãe

sexta-feira, dezembro 29, 2006

FELIZ ANO NOVO!

Hoje à tarde, brindamos lá na confecção junto com os funcionários, com champagne cor-de-rosa bem docinha, o ano que termina e o ano que se inicia.

Voltei pra casa e fiquei pensando: quais são os meus desejos para o Ano Novo?

Pais saudáveis, alegres, queridos e presentes que me adoram, me mimam, cuidam de mim, e não se esquecem de me fazer sentir querida?

Isso eu já tenho.

Irmã e sobrinhos que adoro, com os quais me encontrar é sempre uma festa?

Isso eu já tenho.

Filha perfeita,, linda, maravilhosa, inteligente, saudável, amorosa, que vai bem no colégio, que tem bons amigos?

Isso eu já tenho.

Trabalho que eu vejo progredir a cada dia, que me faz sentir inteligente, capaz. Funcionários queridos com os quais tenho muito prazer em conviver?

Isso eu já tenho.

Gatinha levada, saudável até demais, carinhosa a seu modo, companheirinha?

Isso eu já tenho.

Amigos queridos que estão sempre comigo, longe ou perto, que pensam sempre em mim, que me apóiam, meu ajudam, dividem comigo alegrias e chateações e me fazem sentir uma pessoa única e especial?

Isso eu já tenho.

Saúde perfeita. Proteção divina contra tanta violência que arrasa famílias. Força para trabalhar, para enfrentar os revezes da vida, para seguir sempre em frente, mesmo quando acho que nada mais vale a pena?

Isso eu já tenho.

Portanto, nada tenho a pedir para o ano que começa, a não ser que ele seja, na essência, tão bom quanto foram todos os demais.

Porque, olhando pra trás, mesmo nos momentos de tristeza e de desalento, a minha vida sempre seguiu em escala ascendente e por isso eu só tenho a agradecer, e todos os motivos do mundo para comemorar o ano que se vai e o ano que se vem.

Mas se for me dado um pedidinho a fazer à primeira estrela que brilhar no céu de 2007, peço apenas que este seja o ano em que eu finalmente compartilhe tantas coisas boas com alguém a quem eu queira muito bem, e que me queira assim também: com amor, carinho, amizade, companheirismo, respeito, paixão e alegria. Porque me sinto pronta para isso.

E que todas essas pessoas que fazem dos meus anos de vida sempre os melhores tenham todas as graças de Deus sobre suas casas, seus corações e suas vidas.

Beijos a todos que fizeram meu 2006 um ano muito especial!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Arquitortura

Vão construir em Dubai (Emirados Árabes) um prédio com formato de iPod.
Eu fico pensando se tivessem feito isso na época em que lançaram o walkman, ícone da modernidade do começo dos anos 80 e agora totalmente obsoleto.
Iam demolir?

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Lembranças

Dia 25 acabando, eu, meu pai e minha mãe comendo pizza na mesa da cozinha. Papo vai, papo vem, começam as lembranças de família.

Sei bastante coisa da história da família da minha mãe, e quase nada sobre a família do meu pai. É que até mesmo meu pai é mais ligado à família da minha mãe do que à dele próprio, então, sempre fomos todos muito Baioco e quase nada Pereira.

E então fiquei sabendo que minha bisavó materna por parte de pai tinha um nome lindo: Joana Clara Maximiniana. Que o pai do meu avô paterno tinha como sobrenome de Lucena.
Que saíram de Pernambuco em direção ao Espírito Santo de navio, 30 dias de viagem, com o filho mais velho no colo e minha avó paterna grávida da segunda filha, minha tia Dinice.
E que antes do meu pai, houve uma menina, Maria de Lurdes, que morreu pequena. E que depois dele houve outra menina, a Dilza, de cuja morte meu pai lembra bem, principalmente do pai dele construindo o caixãozinho da filha - ele era carpinteiro -chorando.

Já minha mãe contou que o meu avô dizia que era para colocar capim dentro dos sapatos que ficavam na janela, para o cavalinho do Papai Noel. Sim, o Papai Noel que passava na roça onde minha mãe morava não usava renas, nem tinha trenó.
Em retribuição ao capim para o seu cavalinho, o Papai Noel deixava bala para as crianças e fumo para o meu avô Gregorio.

Que meu bisnonno Giocondo tinha um irmão gêmeo, que morreu no navio vindo da Itália para o Brasil, e o corpo dele foi jogado ao mar. E que ele criava e comia escargots (que ele chamava de lumaga), com minha avó Mariquinha, nora dele, morrendo de nojo daquilo.

Lembranças, lembranças, lembranças... tão bom!

Tarde demais

Acabei de descobrir que no SBT (só podia ser no SBT) passa uma novela cujo título é A feia mais bela.

Como assim, gente?

E mais, que lançaram a trilha sonora desta soap opera de originalíssimo nome.

Pena que não fiquei sabendo antes do Natal. Já pensou que emoção ganhar de presente de Papai Noel?

Lealdade

Não há nada mais nocivo do que a traição da lealdade.

Uma infidelidade é pontual. Atinge o outro em apenas um aspecto, o amoroso, o relacionamento homem/mulher.

A quebra da lealdade contamina todos os cantos de um relacionamento, seja ele qual for, seja em que patamar se encontre. É a traição do que existe de mais sagrado: a confiança em alguém. Do que de mais profundo existe em seu ser.

Uma puxada de tapete que te deixa sem chão. Como se alguém colocasse um enorme peso em seu peito que te dificultasse a respiração. Como se as palavras ficassem presas na sua garganta e você não tivesse forças para expeli-las. Como se fosse derramado sangue em um tecido e este sangue fosse tomando conta de cada pedacinho, de cada fibra, e que mesmo sendo lavado depois, continue ali.

Um ato que permeia todos os demais.

E dói muito mais do que qualquer outra dor, porque o sofrimento causado pela traição da lealdade é sempre voluntário.

Para a traição da lealdade, não há desculpas, nem justificativas.

Não há nada mais nocivo do que a traição da lealdade.

domingo, dezembro 24, 2006

Cyber world

D. Olga e s. Peixoto são padrinhos de casamento dos meus pais. Têm mais ou menos a idade de ser pais deles, ou quase.
S. Peixoto é tampinha; d. Olga é uma loirona descendente de alemães. A melhor foto que já vi deles foi na escadaria de uma igreja, de muitos anos atrás: s. Peixoto num degrau, d. Olga no de baixo, e ainda assim ela ficava maior que ele.
São casados há milênios e a amizade deles com meus pais permanece muito forte até hoje.

Eis então o papo que se seguiu, quando meu pai telefonou pra o s. Peixoto para desejar Feliz Natal (porque ele mora em Vitória). Pelo papo, vá você, caro leitor, deduzindo as respostas:

- oi, Peixoto, sou eu, Djalma, feliz natal!!! Ah, tá todo mundo aqui, Cacá veio de São Paulo, vai passar o natal com a gente, daqui a pouco Rosana também chega com os meninos, familia quase completa, só faltou a Isabela, que vai passar com o pai.
Peixoto, por que você não me manda email? É, eu tenho email sim! Você não tem? Ué, faz um pra você!
Olha, anota aí o meu email pra você me mandar mensagem quando tiver o seu:
é tal, tal tal (letra por letra) arroba - Peixoto, arroba é aquele azinho que tem uma voltinha, sabe qual é? h-o-t-m-a-i-l ponto - ponto de ponto final mesmo - com, c-o-m.

Não será por falta de explicação que s. Peixoto deixará de mandar um email para o meu pai, se e quando algum dia na vida for usar a internet.

Desnecessário

O gatíssimo jogador de futebol inglês David Beckham segurou o corpinho que Deus lhe deu em 100 milhões (isso mesmo, milhões) de libras (isso mesmo, libras).

- ô, Dêividji! Carecia disso não, amoreco, que eu segurava o seu corpinho de graça e de repente até te voltava um trôco!

Tem coisa melhor...

... do que chegar ao aeroporto da cidade onde seus pais moram e logo no saguão das esteiras de bagagem já vir sua mãe te dando tchau pelo vidro???





TEM SIM!!!!!

É ver que, além da sua mãe, seu pai também está ali, chegando correndo do estacionamento onde tinha ido deixar o carro.

Por essas e outras é que eu adoro o Natal!

Direito de nascença

Segundo matéria da revista Veja desta semana, no ano 200, em Roma, havia 130 homens para cada 100 mulheres.

Ou seja, bastava a mocinha tão somente nascer para já ter garantido um italiano pra chamar de seu. Sem dieta, academia, maquiagem ou chapinha.

Nasci na época errada.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Tecnologia

Já falei várias vezes aqui no meu blog sobre a minha confecção, sobre Santo Amaro, sobre meus funcionários com personalidades e vivências tão díspares. Enfim, sobre o meu mundo profissional.

O que eu acho que nunca mencionei é o quanto eu aprendo com o pessoal que trabalha comigo na IC. Pessoas para quem o mundo é muito mais simples e direto, como no caso da Gizelli, que nem admitiu a hipótese remota do namorado não ser mesmo namorado (e sim um ficante) e achar que duas semanas é tempo mais que suficiente pruma aliança de compromisso. Que vêem a realidade de outra maneira. Que têm o dinheiro uma relação diferente da nossa, da qual pode-se tirar muitas lições (a mais preciosa é de que aquele gasto mínimo diário, no fim de um mês, podia ter se tornado uma blusinha, uma feira, uma conta de luz).

Apesar de, muitas vezes, sentir muita falta de trocar idéias mais intelectuais sobre o meu trabalho, eu me sinto estimulada por eles a ter uma empresa sempre melhor, mais eficiente, mais humana. Fico bem chateada quando algum deles tem um problema, quando morre alguém próximo. Comemoramos todos quando o filho de uma é aceito no time de futebol semiprofissional, quando a filha da outra vai bem no colégio, e a bronca para quem pisa na bola com a mãe é quase coletiva.

Privacidade zero, integração total, alguns aborrecimentos, muita diversão. Acima de tudo, são competentes no que fazem e comprometidos com o trabalho, em sua maioria. o grupo é tão coeso que contratar gente não é uma tarefa fácil: primeiro porque não há oferta abundante de pessoal qualificado; segundo porque, como diz a minha empregada Maria do Socorro - vulga Najda -, tem muita gente querendo emprego, mas ninguém querendo trabalho (olha que declaração mais simples que resume bem o quadro atual de desemprego do país, ao menos na minha área); terceiro porque o próprio grupo se encarrega de botar pra fora quem não se adapta à filosofia interna da IC.

Junto com isso, temos os prestadores de serviço externos: bordadores e oficinas de costura, principalmente. Já contei aqui a história da costureira cujos papagaios latiam quando a gente chegava no portão, enquanto os cachorros continuavam deitados onde estavam e nem se mexiam. Tem a outra que tem 5 filhos, uma casa imensa, e é um tal de filho, máquina de lavar roupa funcionando full time, que mistura com o barulho das máquinas de costura, enquanto a filha mais velha estuda tranquilamente na mesa da sala de jantar como se nada houvesse. E as costuras saem bem feitas, no prazo, arrumadinhas.

Mais uma que tem uma gata de 5 meses que até hoje não tem nome porque ela ainda não conseguiu arrumar o nome perfeito para a bichinha. E o bordador que tem uma poodle falseta que recepciona os clientes no portãozinho.

Hoje, tive mais uma lição. Fui até uma oficina de costura no Taboão da Serra, junto com um funcionário meu. Um portãozinho feioso, de ripas de madeira, com uma posterior escadaria, a casa lá em cima.
Tocamos a campainha e PLÉFT! eis que o portão se abre automaticamente.

Entrei impressionadíssima com a tecnologia e pensando: mas se é pra colocar um porteiro eletrônico, porque não coloca um portãozinho decente?

Foi quando eu vi um arame, que se ligava a um fio de nylon beeeemmmm comprido. O conjunto todo estava preso na fechadura do portão, e subia, por ganchos presos na parede, até o topo da escadaria. Ou seja, de lá de cima, o portão era destravado, manualmente, numa solução tão simples e barata que jamais teria passado pela cabeça de nenhum de nós, acostumados que estamos a pensar apenas em termos de equipamentos, investimentos, gastos, alta tecnologia.

Promessa repaginada

Quando eu era adolescente, minhas amigas prometiam mundos e fundos pra passar de ano (porque eu sempre adorei estudar e só me vi nessa situação no terceiro ano, em Geometria Espacial, mas isso é assunto de outro post): ficar sem comer chocolate, sem ver a novela das oito, sem ir a festinhas, sem tomar coca-cola, sem mascar chiclete. Uma amiga minha prometeu inclusive que ficaria um mês inteirinho sem fazer escova no cabelo se fosse bem nem sei mais em que matéria.

Um sacrifício enorme no caso dela, que tinha um cabelo armado de chorar de desgosto.

Em tempos internéticos, até as promessas mudaram. Encontrei uma amiga da minha filha no elevador do meu prédio, vizinha. Elas conversaram e a amiga disse que não tinha visto o recado da Isabela porque está sem orkut e sem msn até o Natal.

Promessa, porque tava quase bombando.

Pensando bem, puta renúncia, não? Mereceu passar!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Uma ajudinha

23 de dezembro de onze anos atrás. Eu, meu então marido, e a Tuquinha (vulga Isabela), com uns 5 anos de idade. Malas prontas, táxi chamado, para ir pro aeroporto pegar o vôo que nos levaria pra Brasília, para passar o Natal com a família.

Eu sempre dava um jeito de esquecer alguma coisa, assim Bela descia com o pai e eu corria pra pegar um presente que eu deixava escondido e colocar no pé da nossa árvore. Porque papai Noel passava na nossa casa também.

- mãe...
- o que é filha?
- como é que o papai Noel consegue entrar se tem rede na varanda?
- ah, papai Noel tem poderes mágicos e fica bem pequenininho pra poder passar pelo buraco da rede, ele e o presente. Depois fica tudo no tamanho normal de novo.
- aaahhhhhh.....

Já na porta de casa, ela se vira pra mim:
- mãe, não tranca a porta da varanda não, porque senão o papai Noel vai passar pela rede mas não vai conseguir entrar na nossa casa e vai ter de ficar pequenininho na varanda até a gente voltar!

E assim viajávamos, com a porta da varanda levemente encostada, para dar uma força pro papai Noel não gastar todos os seus superpoderes numa casa só.

Papai Noel existe?

- mãe...
- o que é, filha?
- verdade que o papai Noel do shopping não é um papai Noel, mas é só um homem vestido de roupa de papai Noel?
- quem te disse isso, estrelinha?
- foram os meninos do prédio. Eles disseram que é fácil descobrir porque em cada shopping tem um papai Noel diferente do outro. É verdade, mãe?
- é, filha, é verdade, o papai Noel que você vê no shopping é uma pessoa vestida de papai Noel.

Ela ficou quieta, os olhinhos bem abertos, as feições se transformando em tristeza e decepção. A boquinha começou a tremer e ela perguntou quase baixinho, temendo o que ia ouvir:

- então, mãe, o papai Noel não existe?

Fiquei ali, parada, olhando pra ela, sem saber o que dizer. Mentir e dizer que sim? Falar a verdade, e confirmar a triste notícia às vésperas do Natal? Tem horas que uma mãe realmente não sabe o que fazer.

- filha, aqueles do shopping são só pessoas vestidas de papai Noel. Assim como na casa da vovó. Não são o papai Noel de verdade. O papai Noel, filha, não existe fisicamente, não é uma pessoa. Ele é a representação das coisas boas do Natal, da vontade que a gente tem de ficar perto das pessoas que amamos, da vontade de ter um mundo melhor, paz, amor e amizade entre as pessoas aqui da Terra. Quando ele te traz um presente, junto ele traz todo o desejo de que você seja feliz e faça os outros feliz também. Então, escolheram a imagem de um velhinho simpático pra ser o papai Noel. Acreditar no papai Noel é acreditar nas coisas boas do Natal. Entendeu?
- ahhhh... então ele continua trazendo presentes pras crianças?
- sim, filha, continua.
- se eu pedir pra ele a coleção dos livros do Castelo Rá-tim-bum ele vai me trazer?
- vai, filhote, claro.
- oba!

Uma chatice essa coisa de Natal!

Sabe esse negócio chamado Natal? Então, não tô gostando muito disso não...
É que a minha mãe tá brigando muito comigo sabe?

Só porque eu fui dar uma olhadinha no presépio e quebrei umas pecinhas; só porque eu me pendurei na rede da varanda quando ela estava prendendo as luzinhas - juro que era pra ajudar!! Só porque depois, cada vez que ela puxava o fio das luzinhas ele tava enroscado em mim e acabava dando um nó.

Mas puxa vida, ela não sabe como é legal brincar com essas coisinhas que piscam?

E também, só porque eu fui dar uma olhadinha nos lacinhos que ela colocou na varanda e sem querer arranquei dois...
Só porque eu apoiei de levinho na árvore de natal e ela quase tombou em cima de mim...

Ela fica toda hora falando: Cindy! Cindy, sai daí! Cindy, pára de mexer nas coisas! Cindy, você vai cair daí! Cindy, você vai se matar desse jeito!

Tomara que acabe logo essa coisa de Natal. Época mais chata...

beijinho da
Cindy Quebra Barraco

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Apocalipse now, agorinha mesmo, já já

O Gastón achou que o mundo estava se acabando quando soube que Gretchen cantava um forró antes do sexo no filme pornô que ela fez.

E eu digo, meus amigos, que depois do buraco na camada de ozônio, da Gretchen dando uma de gatinha sensual no pornomercado de filmes, depois que o Bush foi reeleito e a Regina Duarte é retocada ao vivo e em cores todas as noites durante a novela, só resta mesmo esperar o especial de fim de ano do Roberto Carlos cantando junto com o mc Leozinho pra cortina descer de vez.

Pra fora

Figurinista de novela deve ser uma profissão boa.
Você pode, por exemplo, extravasar toda a inveja que você sente da Ana Paula Arósio colocando nela um vestido de oncinha cheio de laçarotes.

Comprando televisão

Tecnologia é algo no qual não sou vidrada. Gosto, e quando tenho à mão até uso e acho bem bacana, mas dificilmente seria motivada a pagar mais por uma câmera que tira fotos assim ou assado, por exemplo. Simplesmente porque jamais reconhecerei qual a diferença entre uma e outra e porque provavelmente nunca usarei todas as funções disponíveis.

E assim é com computador, som para carro... Se dependesse de mim, o iPod jamais seria o sucesso que é. Pessoas como eu compram um (ou melhor, pessoas como eu ganham um e nunca mais colocam músicas nele) e depois acham que os modelos mais novos não têm nada de tão diferente em relação ao anterior. Ué, não é pra tocar música? Então, o meu já toca! Ah, este tem léboustréblous a mais de memória? Não preciso, até porque nem sei como é que as músicas vão parar ali dentro.

Não é uma questão de desprezar a tecnologia, e sim de não saber distingüir o que realmente faz diferença e de gostar daquilo o suficiente para que a relação custo benefíco da coisa me convença.

Acontece que meu então marido era o extremo oposto, um tecnologia lover. E por conta disso, aqui em casa sempre se teve o que de mais moderno havia disponível: o melhor aparelho de som, a melhor TV, o mais completo pacote da tv a cabo, a máquina fotográfica mais legal. Quando eu achava que banda larga era na verdade um grandessíssimo xingamento ao meu derrière, eis que aqui em casa já existia há tempos. Na velocidade mais mega disponível. E assim sempre foi.

Só que eu me separei. Há alguns anos. E as coisas foram envelhecendo. Confesso que eu nem me interesso em saber sobre tv digital, sobre net digital. Ando, sim, louca por um notebook, mas devo confessar que é só pra poder me pendurar no messenger no conforto da minha cama e não ter mais de ficar disputando o computador palmo a palmo com a Bela. A disputa é sangrenta, acreditem.

E como os encanamentos que deram defeito, a pintura que já tá meio desbotada, as fechaduras que precisam de reparo e a máquina de lavar que já já vai pedir aposentadoria por tempo de serviço, a TV do meu quarto está uma beleza: com um sibilo no fundo, a imagem ficando bem escura volta e meia, as legendas dos filmes com Mal de Parkinson.

Resumindo: não dá mais. Em especial porque eu dificilmente assisto tv na sala e só durmo com a tv ligada, mesmo que eu leve dois minutos pra cair no sono.

Beleza, penso eu, entro na americanas.com e compro uma nova, em 12 vezes sem juros, frete grátis, nem preciso carregar pra casa. Tal e qual fiz com o fogão, há 3 meses.

Acontece que fogão é fogão e televisão é televisão. Fogão é aquela coisa: esquenta, cozinha, assa, no máximo um função de grill (que o meu tem e eu ainda nem usei. O microondas também tem, há pelo menos 6 anos, e eu também nunca usei). Na boa, não há tão mais assim que um fogão possa te oferecer que não seja visual: queimadores maiores ou menores; quatro, cinco ou seis bocas; forno duplo ou não; forno autolimpante (o meu fogão sempre teve forno autolimpante, mas eu sinceramente nunca o vi ficar limpo sem antes passar por uma boa esfregada de bucha). Pra facilitar a escolha da marca do fogão, ele tinha de caber no nicho do anterior, o que reduzia minhas possibilidades a uma única marca, a que eu sempre odiei. Mas como odeio mais ainda ter obra dentro de casa, optei por continuar fiel.

Voltando pra TV, abri a página do site que dizia TV 29" tela plana. Sim, porque eu queria tela plana, já que a de plasma, fininha e linda, nem pensar que o orçamento não permitia.
Aí a coisa ficou feia: elas são todas iguais. Não conseguia ver diferença entre uma e outra e todas as informações sobre o produto eram como se estivessem escritas em grego.
As marcas? Tirando CCE, que não me soava muito confiável - e parecia coisa ultrapassada dos anos 80, quando no meu quarto tinha um aparelho de som, daqueles de móvel, de torre, sabe? Rack, toca-discos e toca-fita - todas as demais eram a mesma coisa pra mim.
Nem pelo preço dava pra decidir muito, todos eram parecidos.

Acabei usando o mais eficiente critério de compra de uma TV para o quarto: a que era mais bonita e que eu achei que ia combinar melhor com a decoração!

Quando o passado se torna presente nas nossas vidas

Eu tinha 13 anos, ele tinha 15.
Estudávamos na mesma sala no colégio. Nem éramos do mesmo grupo, nem da mesma turminha.
Eu mal o notava, apaixonada que era por um loirinho branco feito um bicho de goiaba.
Oitava série. No ano seguinte, ele mudou de escola.

Ele me escreveu uma poesia que eu decorei e até hoje sei recitá-la inteirinha.

Um belo dia, remexendo em meus romances (romances de verdade, eu fui escritora dos 9 aos 15 anos de idade, escrevia longas histórias em cadernos escolhidos a dedo para cada uma delas), encontro em um deles uma dedicatória apaixonada escrita na contracapa.

Destino. E foi por isso que resolvi descobrir o que havia sido feito deste meu amigo poeta.

Como a internet está aí não só pra gente virar a vida do namorado do avesso, mas também pra aproximar as pessoas, uma rápida pesquisa pelo Google logo me deu o que eu queria: o email dele.

Mandei um email perguntando se ele se lembrava de mim, lá do colégio tal, da série tal etc etc.

Resposta: claro que sim! Você era a menina mais meiga e simpática que eu conheci.

A partir daí, foi um vai e volta de emails e telefonemas durante dois meses, até que tivemos a oportunidade de nos encontrar novamente depois de tantos anos (se alguém me perguntar quantos, eu bloqueio para todo o sempre).

Foi apenas por um final de semana, e nem era mesmo pra ser mais que isso. Por dois dias, voltamos no tempo e nos reconhecemos naquele menino apaixonado a ponto de escrever uma poesia para sua amada, e naquela menina que era tão, mas tão, mas tão menina, que nem mesmo percebeu como ele se sentia na ocasião.

Um sonho que vira realidade, foi a expressão que ele usou ao me ver de novo.

Nos separamos novamente, cada um seguindo com suas tão diferentes vidas.
Ficou a lembrança de algo que foi bom, a poesia (somada a tantas outras posteriores, mas nenhuma delas com o mesmo impacto da primeira), e a certeza de que valeu a pena cada minuto.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Rapidinha natalina

Ultimamente ando parecendo um Chester: só peito e coxa.

sábado, dezembro 09, 2006

Minhas amigas casadas

Como já mencionei, passei quase a vida toda casada. E por conta disso, eu até hoje tenho uma turma de amigas casadas, todas elas casadas desde os vinte e poucos anos de idade.

Sabe aqueles eventos em que a homarada fica prum lado e a mulherada pro outro? São assim os churrascos e as festinhas com minhas amigas casadas.

Ou então, encontros só de mulheres, sem que vá um único homem. Nem amigo gay.

Parece coisa chata, mas na verdade não é. Eu adoro estar com elas, e se pudesse, ficaria por mais tempo e mais vezes. Os assuntos são outros, a vida é outra, o ritmo é outro, mas a afinidade e o carinho são os mesmos.

Com elas, converso sobre filhos, família, a escola da Isabela, se ela passou de ano ou não. Sobre cunhados, cunhadas, sogros, sogras, sobrinhos, tios. Sobre reforma de apartamento, troca de carro. Viagem de família no verão. Novela.

Elas fazem pátina. Caixinhas, jogos americanos, bolsas, tudo com material reciclável. Bijuterias. Tricô. Crochê. Bordado (bem, bordar eu também bordo, apesar de já fazer séculos que não pego numa agulha pra valer). Almoço com sobremesa.

Acordam mais tarde. Ou acordam cedo, despacham os filhos para o colégio, e voltam pra dormir mais tempo. Vão à aula de ginástica das dez e meia da manhã. Sabem sobre as promoções do supermercado. Tudo sem pressa, sem correria, sem stress, sem brigar com o relógio.

São todas mais velhas que eu, a mais nova tem pelo menos uns 4 anos a mais. Todos os meses elas têm um programa definido: ir cantar no videokê do Clube Paineiras. Sempre me chamam, eu nem sempre posso ir, mas quando vou é sempre bom!

Na última quinta, foi o nosso amigo oculto, lá no videokê. Todos com presentes de mocinha: uma levou um hidratante delicioso (que eu fui a felizarda de ganhar!), a outra um conjuntinho de garrafa e copinhos de aperitivo. A terceira um colar bacana que ela mesma fez, a quarta uma blusinha linda, embalada em uma caixa reciclada que ela mesma decorou. Eu levei um Papai Noel foférrimo, comprado às pressas meia-hora antes, porque achava que o encontro era só na semana que vem (e só não furei porque uma delas, já antevendo, me ligou meio-dia pra me lembrar).

Rimos muito, conversamos, comemos, cantamos, aplaudimos quem cantou.

Outros assuntos, outro ritmo, outra vida.

Eu fico muito, muito feliz a cada encontro, quando constato que, para elas, o fato de eu ter me separado não mudou em nada a nossa união, a nossa amizade. E que, mesmo que hoje eu nem tenha mais tempo para bordar, mal bata um bolo e chegue sempre atrasada porque os encontros começam cedo pros maridos não reclamarem delas chegando muito tarde em casa, meu lugar no coração delas está garantido, assim como o lugar delas no meu!

Atitude cristã

Morreu o Max, o porco de 130kg que dormia com o George Clooney.
Já tô de malas prontas para socorrer o inconsolável titfoi. Pelo peso, ele nem vai sentir a diferença.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Na boa...

Estava eu vendo os recadinhos que as pessoas da minha lista do messenger colocam depois do nick e dei de cara com um assim, que uma amiga colocou em homenagem(?) à irmã dela:

"AMANHÃ, 9/12, KK MAIS VELHA! ENTRANDO NOS ENTA HEIN? PARABÉNS, MANINHA! TE AMO MUITO!"

Te amo muito e divulga assim, pra Deus e todo mundo, que a irmã tá fazendo 40tinha? Imagina se odiasse?

Presepada

Presépio (de louça) lá de casa pós Cindy Quebra-Barraco:
- apenas um rei mago inteiro (o que levou a mirra);
- anjo Gabriel com apenas uma das asas;
- menino Jesus salvo de dentro da boca da gata herege, no momento final!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Frase do dia

Não trate como prioridade quem te trata como opção.

Queremos saber

Segundo o ministro da Defesa, Waldir Pires, o problema dos aeroportos brasileiros não é falta de recursos orçamentários.

Ué, é falta de que então? De vergonha?

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Saldo de balanço

Depois de um mês de dieta mais ou menos e academia bissexta:
- menos dois centímetros na cintura;
- menos três centímetros de tórax;
- menos três centímetros de quadril;
- menos um centímetro de coxa.

Mas o ponteiro da balança não se moveu um único milímetro.

Tá certo, eu sei que estou perdendo gordura, ganhando definição. Sei também que ganho massa muscular com muita facilidade etc etc.

Mas pô, tanto suador e nem um quilinho a menos??? É de desanimar...

ô lá em casa...


O Equador pode não ser o melhor país do mundo, mas... beleza de presidente que eles elegeram, hein????

Benza Deus! 'Petáculo de presidente, mó titifoi!