terça-feira, março 07, 2006

Superwoman


Acabei de ler no iG a notícia de que Dana Reeve, mulher do ator Christopher Reeve (que era o Superman, ficou tetraplégico e morreu há coisa de dois anos), morreu de câncer de pulmão, aos 44 anos.

Essa notícia só reforça a minha leiga tese particular de que o câncer é uma doença com enorme carga emocional.

Penso no que esta mulher sofreu, aos 30 e poucos anos, quando o marido se acidentou. Quanta tristeza em ver o homem a quem se ama, atlético e saudável até poucos segundos antes, imobilizado, dependendo de máquinas e de cuidados constantes até mesmo para respirar.
A sensação de impotência; a culpa, talvez, por desejar que as coisas fossem diferentes; a revolta; a luta contra a legislação sobre as células-tronco. A desesperança, a esperança renovada; a comemoração por ele respirar sozinho por alguns minutos.

Mas como disse bem a Lala, agora eles estão juntos e felizes.

Ele foi o Superman no cinema; ela foi a Superwoman na vida real.

10 comentários:

  1. Nossa... a vida dessa mulher não foi fácil, ela era mesmo uma superwoman.
    Só sinto pelos 2 filhos do casal, que já são superkids, enfrentaram a doença a e perda do pai, e logo depois a doença e a perda da mãe, ainda tão nova!
    dá o que pensar...

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  2. Não é mesmo, mh?
    Tudo pode mudar em apenas um segundo, sem que possamos fazer nada para impedir.
    A noticia me tocou bastante, fiquei passada, sabe? Bem chateada.

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  3. Clau

    Podemos recomendar um livro sobre o assunto? É o "Tire Essa Mágoa do Peito". A autora é uma moça chamada Fernanda Santos. Ela foi a campo e descobriu que o fator comum à grande maioria delas era uma grande mágoa, acúmulo de tristezas e frustrações.
    É um ótimo livro.
    http://www.editoragente.com.br/main/livros/detalhe.jsp?CId=521

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  4. "delas" = mulheres que desenvolveram câncer de mama.

    Beijo!

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  5. Anônimo2:27 PM

    (Cláu, cheguei aqui via Ju Geve. adorei...).
    Bom, pois é...super mulher na vida real. mas, como vc falou, o amor supera estas barreiras da vida/morte e hj, certamente, eles estão juntos...
    E tb, todo o sofrimento leva à evolução...seja da medicina, das pessoas que exercem mais a solidariedade.............
    De qq forma, espero que seus filhos possam viver em paz pq têm um exemplo digno de pais...
    beijos

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  6. Vivi, muito prazer, seja bem-vinda e volte sempre!
    Aproveita e faz um blog pra gente comentar também!

    Lala, obrigada, vou ler, porque acho coerente essa linha de pesquisa.

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  7. Anônimo6:33 PM

    Obrigada, Cláudia. Virei sempre...
    Qto ao blog, até pensei nisso sim...mas o grande problema é o nome. O bendito nome...nem sei por onde começar. Sugestões? (rs) bj.

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  8. Vivi
    Coloque "Nem sei por onde começar".
    é um bom nome para um blog, porque normalmente a gente não sabe mesmo!

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  9. Que bonitinha a analogia... sério mesmo! Bem pensado e super fofo! Bjo

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  10. Clau,
    Dizem os entendidos que em casos assim, é muito comum o cuidador (ela, no caso), se acabar ante do doente.
    É de lascar, fia.
    Beijo,
    JU...

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