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quinta-feira, junho 19, 2008

Sem noção

No meu trabalho, eu convivo com mundos totalmente diversos. É bastante comum eu ir de uma reunião em uma agência de publicidade superbacana direto procurar uma amostra de tecido no Brás ou uma estamparia que faça alguma técnica diferente para algum projeto interessante. Toda arrumada mesmo.

Com isso, encontro todo tipo de pessoas, e passo por diferentes situações, de forma que poucas coisas me pegam realmente de surpresa como o email que recebi hoje.

Situação banal, um cliente querendo orçamento de camisetas pólos, coisa de sempre. Troca rápida de emails para detalhes e fico no aguardo do orçamento da matriz do bordado dos logotipos para finalizar o que ele precisa.

Hoje abro minha caixa de email e lá tem uma mensagem dele:

Estou aguardando....o orçamento Linda

Atenção: de um homem que eu nunca vi na vida, o qual venho tratando formalmente, apenas por email, uma ou duas mensagens trocadas no máximo. Na hora me veio à cabeça a imagem do Zé Bonitinho, ou do Vando, do Zé Mayer... Ou qualquer coisa cafona que o valha.

Eu achei que nada mais iria me surpreender na vida, desde que, no meio de uma reunião, o cliente quis me sensibilizar para resolver o problema dele - algo do tipo comprar um Audi pelo preço de um Fiesta - me chamando carinhosamente de gata. GATA. Pensa a minha cara diante do sujeito e das outras pessoas presentes na sala.

Ir ao Brás de salto alto e ser chamada de minha flor, meu anjo, lindinha, meu coração, princesa, boneca... tudo isso faz parte do cenário. Eu não espero que ali alguém me chame pelo primeiro nome ou muito menos de Dona Qualquer Coisa.

No fim, é tudo uma questão de contexto.

5 Comentários:

Blogger Re disse...

Clau, Sei bem como se sentiu.
Sabia que outro dia um VP, CEO ou qq coisa assim aqui da "firma" me pediu um favor por email, eu fiz e encaminhei e ele agradeceu com o seguinte texto: Te devo uma paçoquinha.
Ahn?
Cada coisa...
beijos
Re

12:29 PM  
Anonymous Adauto disse...

Então.

Até o final de 2004, apesar de trabalhar numa Prefeitura, estoicamente mantive meu escritório de advocacia. Como não tinha como estar lá no "horário de expediente", duas advogadas cuidavam do escritório para mim.

Quando eu fazia algum encaminhamento dizia algo como: "Bom, tem duas advogadas que ficam no escritório. No seu caso específico, você vai lá e conversa com a Linda."

"Mas... Doutor, uma delas é assim tão linda que não vai ter como confundir, não?"

Era a deixa.

"Nããão, ô braquicéfalo! É o NOME dela! Doutora Linda Tatimoto!"

Mas, cá entre nós (e não espalhe, hein?), ela era mesmo lindinha!...

1:30 PM  
Blogger Cláudia disse...

Re, no seu caso, o cara ao menos trabalha na mesma empresa que tu, para achar que pode te dever uma paçoquinha - se fosse eu, respondia se não podia trocar por uma mariola, porque não gosto de paçoquinha.

Adauto, ainda bem que o nome combinava né? Pensa um trubufu com o nome de Linda. A cara de espanto do seu cliente seria inevitável.

beijo

5:59 PM  
Blogger mc disse...

argh, que asco! sei bem como é.

10:39 AM  
Blogger Cláudia disse...

mc, em peãozada, vc é phd né?
beijo

11:17 AM  

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