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quarta-feira, maio 28, 2008

Kate Scarlett O'Hara



Para quem não conhece a mocinha do título acima, ela é a protagonista do filme ... E o Vento Levou, de 1939.

E é também a minha heroína preferida de todos os tempos.

Uma amiga certa vez disse que a Scarlett era uma chata. Discordo. Acho que ela é um exemplo de força e de resiliência: mocinha frágil do sul, criada para se casar e nunca se preocupar com nada além de seus bordados e filhos, viu-se repentinamente em meio à Guerra de Secessão dos EUA. Amargou o casamento do seu amado Ashley (um tonto) com a amiga Melanie (uma insossa), cuja vida salvou, dela e do bebê recém-nascido, fugindo do incêndio que destruiu boa parte de Atlanta carregando-os consigo junto com uma criada histérica, numa época em que as mocinhas de boa família não iam nem até a esquina sem uma dama de companhia para não ficar mal-falada.

Chegou de volta ao seu lar, a fazenda de Tara, e a encontrou abandonada, a casa saqueada, o pai demente, as irmãs sem saber o que fazer. Inesquecível a cena em que, morta de fome e cansaço, ela arranca com as próprias mãos uma batata que teimava em nascer e começa a comê-la ali mesmo, crua suja de terra, tamanho o seu desespero. E ali ela jura que nem que fosse preciso roubar, enganar ou matar, ela jamais passaria fome novamente.

Nem ela, nem sua família. Casou-se declaradamente por interesse, roubando o noivo da irmã. Com a morte dele, sucumbiu aos encantos de Rett Buttler, o único que, mesmo apaixonadíssimo, conseguia vê-la como ela realmente era: egoísta sim, mimada sim, cheia de vontades sim, mas dona de um coração imenso e de uma coragem admirável.

Nos momentos de maior desespero, ela se refugiava dizendo que pensaria no assunto amanhã, que amanhã seria um outro dia. Com sua força e determinação, ela salvou sua família da morte e da desonra e reergueu Tara.

Além de tudo, era linda.

Gosto tanto da personagem que me casei entrando na igreja com o Tema de Tara, me sentindo a própria Scarlett. Ela é para mim um exemplo e um modelo de como tomar a própria vida nas próprias mãos e levantar sempre, sabendo que amanhã vai ser sempre um outro dia.

Mesmo sendo um personagem de ficção, para mim ela é muito real.

3 Comentários:

Blogger Virgínia disse...

Era uma batata?? Sempre achei que er aum rabanete, não sei porque!
Olha, não consegui ver esse filme inteiro até hoje. Antes passava na Globo, mas eu era pequena demais para ficar acordada... o filme não tem fim!
Quem sabe um dia...
bj

10:44 AM  
Blogger Re disse...

Querida Scarlet,
Nossa Scarlet mor, é tudo que existe de moderno em uma mulher. E isso que é de 1939.... Já naquela época ela soube ter vontade própria, ela foi a primeira feminista do cinema.
Nunca dependeu de homem, soube ser a força de sua família. Amou um homem casado e mesmo assim nunca deixou a sua esposa fraquejar.
E ainda por cima era linda. Fez roupa de tecido velho de sua cortina para fingir que estava bem de vida e ficou linda...
Sempre que passo por uma crise que não tenho como decidir na hora eu penso em Scarlet e digo: Amanhã eu penso em como vou resolver isso....
Amo Scarlet e se um dia eu casar na igreja vou copiar vc Claudia....
beijos
Re

10:46 AM  
Blogger Cláudia disse...

Virginia, sei lá, podia ser mesmo, chutei batata.

Re, copia sim, entra com o Tema de Tara, igual nossa heroína!!!

10:52 AM  

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